A liberdade, igualdade, fraternidade do Exército Zapatista de Libertação Nacional
Texto: Soraya Aggege (especial para a BR). Fotos: Vidal Cavalcante
Os olhares mais ousados da esquerda mundial estão voltados para a mais estranha guerrilha de que já se teve notícia: afinal, os seus agentes não querem o poder propriamente dito e implantaram um modelo de convivência plural em suas comunidades autônomas.
Tanto desprezo pelo estado normal das coisas virou ingrediente básico para que as montanhas do sudeste mexicano se tornassem o observatório ideológico mais privilegiado deste começo de milênio.
Neozapatismo, humanismo, guerra antiglobalização, ainda não há consenso sobre a definição de um nome para aquilo que se coloca como alternativa ideológica, numa era pós comunismo para as esquerdas, preocupadas com o reformismo evidente de suas mais recentes experiências mundiais.
Proposituras e experiências a parte, o fato é que a guerrilha de Chiapas entra agora em seu oitavo ano e a cada dia espalha novos comitês e militantes por todo o mundo. Todos os meses, espanhóis, franceses e mesmo brasileiros depositam mensalmente quantias razoáveis nas contas dos zapatistas mexicanos, para as comunidades autonomas de Chiapas e o próprio Exército Zapatista de Libertação Nacional, o EZLN.
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